



Três reflexões importantes para pais de futuros intercambistas

Por Manoel Fernandes Neto, pai de uma filha que já fez 3 intercâmbios Já falei aqui no site da Trip sobre as “dores e as delícias” de ser pai de intercambista e...

2018, família reunida: embarque de Manuela
Por Manoel Fernandes Neto, pai de uma filha que já fez 3 intercâmbios
Já falei aqui no site da Trip sobre as “dores e as delícias” de ser pai de intercambista e como essa escolha é importante na vida de um jovem. Abracei a causa quando a Manuela embarcou em seu primeiro intercâmbio para a Irlanda — que era de oito meses e, depois, virou 3 anos, com diversos retornos e outras jornadas para países da Europa.
Ouço amigos, informalmente, que me procuram para conhecer o que é ser pai — no meu caso, super protetor — e encarar a partida da “filhota” a entrar na área de embarque do aeroporto, do abraço saudoso, do choro contido, do acompanhamento pelo rastreador de voos como se tudo estivesse sob o nosso controle.
Depois da Manu, outra filha — hoje, com quase 17 — já faz planos de quando será o primeiro intercâmbio, pesquisa paises, pratica o inglês, vê escolhas e oportunidades, navega no site da Trip. A Rafaela está na vibe daquilo que todos nós sabemos desde sempre: jovens querem conhecer e desvendar.
E como um pai deve pensar quando chega o momento dos filhos partirem?
Neste post, trago 3 reflexões.

2023: em um de seus retornos.
Pais não vivem perto para sempre
Uma coisa é certa: vamos estar longe em algum momento por diversos motivos. Nossa obrigação como educadores dos nossos filhos é oferecer o maior número de oportunidades dentro das possibilidades enquanto podemos. Aqui, não me refiro a apoio financeiro, mas da motivação e do apoio emocional que eles tanto esperam de nós. Vale, portanto, se interessar quando assunto é viagem, oferecer experiência de vida, lembrar como viver fora do país de origem por um tempo vai acrescentar muitas vivências. Não é isso que buscamos como pais?
Antes logo do que nunca
O aprendizado dos filhos não deve ser adiado. Sabemos que intercâmbios são úteis para todas as idades, até pra mim, que já tenho mais que 60; mas, enquanto jovens, o ser humano tem um ímpeto maior para descobertas, com considerável capacidade de assimilação e acumulação de saberes: conquistar a força da transformação que servirá para toda a vida, pessoal ou profissional.
Liberte-se de convenções
Convenções são hábitos arraigados por crenças pessoais limitantes. Pais e avós, de outras gerações, ainda vêem o local em que moram — país, cidades, vilas, ruas — suficientes para o aprendizado integral. Ou mesmo pensam que experiência pode ser adquirida com os filhos “sob os olhares” e proteção. Sim, é importante conhecer a própria aldeia, mas é essencial elevarmos a visão para outras paragens. O mundo deve ser desvendado, culturas visitadas, novos amigos conquistados. Essa diversidade vai trazer o “caldo” para o crescimento dos nossos filhos.
São muitos os aspectos que podem ser abordados com a visão de pai de intercambista. Vamos conversar e não esquecer de tirar dúvidas com o seu intercâmbio com a Trip.
Manoel Fernandes Neto é pai de intercambista, jornalista e escritor. Blog: https://manoelfernandesneto.com.br/, Autor do livro CALHAMAÇO DE VIAGEM: Uma jovem em busca do mundo. Um escritor em busca de um texto
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